From afar it was an island – Novo Projecto de João Fiadeiro/2018

Conceito e Direcção João Fiadeiro Co-direção Carolina Campos Performers e co-criadores Adaline Anobile, Carolina Campos, Iván Haidar, Julián Pacomio, Nuno Lucas Conceção Visual Nadia Lauro Espaço Sonoro Jonathan Saldanha Desenho de Luz e Direcção Técnica Leticia Skryck  Dramaturgia Leonardo Mouramateus.

Encomenda Alkantara Festival 2018 

Co-produção Alkantara /Teatro D. Maria II (Lisboa), Festival DDD (Porto, Matosinhos e Gaia), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Avenida (Castelo Branco), Centre National de la Danse (Paris)

Produção Executiva RE.AL

Difusão Something Great

Residências Artísticas Atelier Real, Espaço Alkantara e Armazem 22

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direção-Geral das Artes

Apoio Câmara Municipal de Lisboa / Polo Cultural Gaivotas | Boavista

Datas 2018

3 de Maio _ Gaia, PT

19 de Maio _ Viseu, PT

26 de Maio _ Coimbra, PT

6, 7 e 8 de Junho _ Lisboa, PT

15 de Setembro _ Vitória, País Basco, ES

29 de Setembro _ Castelo Branco, PT

_ mais datas e locais a anunciar brevemente

From afar it was an island (De longe era uma ilha) é o título de um livro para crianças do designer italiano Bruno Munari. No livro, Munari fotografa um conjunto de pedras e rochas que foi encontrando no sul da Itália, organizando-as de forma a ilustrar alguns dos princípios e premissas que sustentam a sua prática e pensamento. Entre elas, a constatação simples de que a percepção está intimamente ligada ao contexto e à relação, bastando uma pequena mudança de perspectivava ou escala para uma linha se transformar numa estrada, uma poeira num planeta, uma pedra numa ilha. Dramaturgicamente o nosso trabalho não se apoia no livro de forma direta, mas aquilo que procuramos em termos de qualidade de presença, duração e atenção, tem tudo a ver com estes princípios e jogos de percepção que o livro trata.

De longe, aquilo que os performers dizem e fazem, aparenta fazer sentido. Há, nos seus deslocamentos, uma lógica – uma sensação de princípio, meio e fim – que reconhecemos nos nossos corpos e nos corpos com que nos habituamos a interagir (reais ou ficcionais, presentes ou ausentes). Mas à medida que o tempo avança, percebemos que eles não se dirigem para lado nenhum e que não representam nada mais para além das suas presenças. Não quer dizer que andem em círculos. Eles deslocam-se e dirigem-se para algum lugar. Mas o lugar para onde vão é aquele de onde nunca saíram. Um lugar onde o tempo está, ao mesmo tempo, suspenso e em expansão. Um lugar onde o fim e princípio se confundem, o dentro e o fora se invertem e o centro e a periferia se misturam. Se formos bem sucedidos (se encontrarmos esse lugar e o conseguirmos partilhar), cumprimos aquela que nos parece ser a única função de uma obra de arte: oferecer-se de forma a ser imaginada.

 

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